terça-feira, 15 de setembro de 2026

Estrada RJ-099 em Piranema vira palco eleitoral sem conhecimento prévio de finalização de obra


PolíticaEm ano eleitoral tudo vira motivo para conseguir alguns 'votinhos'. Sobre a estrada RJ-099, em sua maior parte em Piranema, que liga Itaguaí a Seropédica não esta sendo diferente. Muitos candidatos para as eleições gerais, principalmente para deputado Federal e Estadual, tem utilizado o trecho de aproximadamente 1km que falta para o término da obra, para espalhar informações incompletas e até falsas, tentando ingrenar suas respectivas campanhas.

As obras da via, que foram interrompidas em dezembro de 2024, após os 12,5 km já finalizados, tem sido utilizadas para esse esse fim eleitoreiro. Na época, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER-RJ), informou que 75% da obra tinha sido concluída, com 11 km revitalizados. No entanto, o 1 km restante, com previsão na época de conclusão no primeiro semestre de 2025, não foi entregue. 

Este ano, o atual prefeito interino de Itaguaí, Haroldo Jesus, o Haroldinho PDT, candidato a prefeito nas eleições suplementares municipais deste ano, revelou que solicitou ao governo do Estado a liberação para concluir esse 1 km restante. A obra deste trecho chegou a ser iniciada, mas as chuvas que atingem o município a quase duas semanas, impedem a finalização dos trabalhos. E, é aí que os políticos e candidatos a cargos públicos eletivos, utilizam essa paralisação devido ao clima, para fazer a 'politicagem'. Com informações incompletas e falsas, eles responsabilizam agentes públicos, mesmo se sabendo que já há, ao menos uma solução mínima em andamento.

Essa utilização, além de trazer informações equivocadas, enganam a população do retrato fidedigno dos acontecimentos.

A obra foi iniciada em 2021 e estava paralisada desde o final de 2024, por pendências judiciais relativas a desapropriações, devido a construção de um viaduto. Além disso, esse 1 km estaria localizado sobre solo mole, o que exigiria adensamento antes da pavimentação para evitar deformações no asfalto, informou o DER-RJ no ano passado.

#BocaNoTrombone #rj099 #eleicoes #obras #piranema 

domingo, 13 de setembro de 2026

Candidato a prefeito de Itaguaí, Haroldinho realizou adesivaço neste sábado

Haroldo Jesus atualmente é prefeito interino na cidade

Eleição ItaguaíO candidato a prefeito e atual chefe interino do Poder Executivo do município de Itaguaí, Haroldo Jesus, o Haroldinho do PDT, realizou neste sábado um "adesivaço", nos carros e motos de apoiadores de sua campanha para as eleições suplementares do município de Itaguaí, que serão realizadas no dia 25 de outubro. O evento realizado no campo do Itaguaí Atlético Clube, no bairro do Engenho na manhã do último sábado, reuniu centenas de apoiadores e uma enorme fila de carros para serem adesivados. O apoio ao candidato, que atualmente exerce a função de prefeito de forma interina, comprova a força do atual gestor municipal e o aponta como o grande favorito para as eleições de outubro. 



Ao lado de seu candidato a vice, Fabiano José Nunes, o Fabinho Taciano do Progressistas, Haroldinho reuniu centenas de simpatizantes e políticos da cidade, como a vereadora Patricia Fernanda Kuchenbecker, conhecida como Paty Bumerangue do Podemos e Fernando Stein Kuchenbecker Junior, o Júnior do Sítio,  secretário de turismo no atual governo.  De fora do município, o destaque foi a presença do candidato a governador do estado nas eleições regulares deste ano, Eduardo Paes do PSD. 

Haroldinho, que tenta uma eleição a prefeito pela primeira vez, promete manter o empenho de melhorias para o município e tem propostas ousadas como ônibus gratuito para moradores, propostas de melhorias na área da saúde, como a finalização da construção de uma maternidade, mais escolas e creches, o tão sonhado viaduto de Chaperó e a finalização do asfaltamento e manilhamento da RJ-099, uma via estadual, mas que Haroldo pediu permissão ao governo do Estado para concluir a obra.


As eleições suplementares no município de Itaguaí, ocorre no dia 25 de outubro e os eleitores vão escolher um novo prefeito ou a manutenção do trabalho do atual prefeito interino Haroldo Jesus. 

Atualmente, além de Haroldo, Luciano Mota PT e Marcelo Cunha do Democrata concorrem nessas eleições na cidade.


Adesivaço - Consiste num evento ou uma ação coletiva em massa para colar adesivos, geralmente em carros, motos ou superfícies públicas, com o objetivo de divulgar uma campanha política.

#bocanotrombone #itaguai #Haroldinho #adesivaço #eleição 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Em decisão que reintegra diretor-geral da PF, Dino diz que ação de Mendonça ao afastá-lo interessa aos investigados.

Ministro critica 'decisão em causa própria' e aponta risco a investigações do caso 'Dark Horse'. Andrei e o diretor de inteligência da corporação foram afastados por decisão monocrática de Mendonça depois confirmada pela maioria da Segunda Turma

O ministro Flávio Dino reintegrou o diretor geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e Almada à cúpula de inteligência da Polícia Federal. Ambos haviam sido afastados pelo ministro André Mendonça na última terça-feira. Os agora reintegrados, Andrei e Almada, foram responsáveis pela prisão do banqueiro Vorcaro e da investigação sobre os desvios no INSS. Mendonça alegou que ambos estavam o monitorando com relatórios de inteligência sobre ligações do ministro com Vorcaro. 

O ministro levou sua decisão à Segunda Turma da Corte e alcançou maioria minutos depois, com votos dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. A análise de Dino agora se deu com base em um recurso de Andrei.

"Não se afirma o caráter doloso da conduta de qualquer agente público, mas é evidente que, objetivamente, a interrupção dos trabalhos de direção de investigações policiais interessa, sobretudo, aos investigados. Do mesmo modo, a semeadura de nulidades processuais, decorrentes do descumprimento de formalidades legais essenciais, embaraça a adequada conclusão dos processos penais", pontuou Dino em sua decisão.

O ministro ainda afirmou que "o Estado Democrático de Direito não é o regime em que um, alguns ou mesmo a maioria podem impor seus apetites ou vontades, segundo o seu próprio tempo".

"A Constituição é uma fronteira imperativa, cuja ultrapassagem conduz à ruína da Nação. Sem o Estado Constitucional, sobrevivem apenas os que gritam mais alto e dispõem de meios para impor seus interesses, especialmente os criminosos de todas as cores e trajes: corruptos, milicianos, narcotraficantes, exploradores de jogos ilícitos, traficantes de armas, agentes de lavagem de dinheiro", disse.

Dessa forma, a medida suspende os efeitos de decisão anterior proferida Mendonça, que havia decretado o afastamento preventivo dos dois delegados e paralisado a elaboração de relatórios de inteligência a pedido do Partido Novo.

Na ordem dirigida ao presidente da República — autoridade competente para a nomeação do comando da PF —, Flávio Dino garantiu o restabelecimento integral das funções dos delegados.

O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais.

Recurso de Andrei

A decisão de Dino foi tomada a partir de um recurso de Andrei. Na decisão, o próprio ministro Flávio Dino citou nominalmente o caso do filme "Dark Horse", que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dino destacou que já havia autorizado a Polícia Federal a acessar a íntegra dos materiais apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre emendas parlamentares destinadas a empresas supostamente responsáveis pela produção do filme.

Ao acolher o pedido, o relator ponderou que o afastamento determinado por André Mendonça prejudica diretamente o andamento dessa e de outras apurações urgentes sob sua relatoria.

🔎 Andrei Rodrigues sustentou ao Supremo que a sua saída do cargo de diretor-geral interfere na organização da equipe responsável pelas investigações, retarda o acesso ao material disponibilizado e compromete a atuação célere da corporação.

Dino também ressaltou que a decisão de Mendonça foi tomada a partir de um pedido do Partido Novo, o que considerou juridicamente inviável.

Críticas a André Mendonça: 'Decisão em causa própria'
Ao analisar o pedido, Flávio Dino fez críticas à decisão anterior do ministro André Mendonça.

Dino classificou a ordem de paralisação dos relatórios de inteligência como uma medida inédita na história da Polícia Federal, ressaltando que eventuais divergências pessoais não justificam a interrupção dos trabalhos da corporação.

"Compreende-se que o digno mnistro André Mendonça tenha suas divergências funcionais ou pessoais com a Polícia Federal e possa defender os seus direitos perante a instância própria. Mas tais direitos [...] não podem converter-se em fundamento para a prolação de decisão em causa própria, com o efeito de paralisar investigações e os trabalhos policiais", registrou Flávio Dino.

'Como se houvesse um único julgador a envergar a toga do STF'

O relator enfatizou que a atividade de inteligência policial é pilar essencial do Sistema Único de Segurança Pública e não pode ser suspensa pela vontade de um único magistrado.

Dino destacou que a paralisação imposta por Mendonça atinge centenas de apurações cruciais — como o caso Marielle Franco e esquemas de venda de decisões judiciais —, além de afetar diretamente diligências urgentes sob a sua própria relatoria.

"Não é cabível que investigações urgentes [...] sejam interrompidas em face de caos administrativo imposto externamente à Polícia Federal [...] com a determinação de suspensão de atividades de inteligência [...], como se houvesse um único Inquérito e um único julgador a envergar a toga do STF", enfatizou o ministro.

Menção a reunião privada com investigado

Dino apontou que o próprio ministro Mendonça foi alvo de notícias recentes envolvendo uma reunião com o empresário e ex-banqueiro Daniel Vorcaro em dependências de uma empresa privada.

Para o ministro, esse contexto complexo exigia ainda mais parcimônia, moderação e equilíbrio republicano da magistratura, reforçando que um juiz não pode proferir decisões que aparentem interesse pessoal em desfavor de investigações.

Ilegitimidade de partido político no processo penal

Ao analisar o pedido, Flávio Dino destacou que o Partido Novo não possui legitimidade legal para solicitar medidas cautelares de natureza pessoal no âmbito do processo penal.

Segundo o relator, o Código de Processo Penal (CPP) reserva essa prerrogativa à autoridade policial e ao Ministério Público.

Dino assinalou também a inapropriação do pedido feito por uma agremiação partidária durante a corrida eleitoral, lembrando que a legenda possui candidatura própria à Presidência da República.

🔎 

Competência do Plenário e imparcialidade
Outro ponto central da decisão envolve a competência jurisdicional.

Dino relembrou que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, já havia instaurado um pedido para submeter ao plenário da Corte a análise sobre os relatórios de inteligência da corporação.

De acordo com o relator, por figurar como interessado no procedimento do presidente do STF, o ministro André Mendonça não poderia decidir monocraticamente sobre a matéria.

A decisão faz referência ainda a posicionamentos do decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, e a uma carta pública assinada por ex-presidentes e ministros aposentados do STF nesta terça, defendendo que o tema seja deliberado pelo conjunto dos ministros.

Risco de colapso em investigações em curso

Flávio Dino enfatizou que a paralisação da Diretoria de Inteligência da PF e o afastamento de sua cúpula comprometeriam centenas de investigações urgentes.

O ministro citou apurações de grande impacto público — como o assassinato da vereadora Marielle Franco, esquemas de negociação de decisões judiciais e fraudes financeiras — que dependem da atuação contínua da inteligência policial.

Além disso, Dino observou que a conduta do diretor-geral se restringiu ao cumprimento de ordens judiciais emanadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

#flaviodino #stf #Mendonça #policiafederal

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Filhos de ministros que afastaram diretor da PF aparecem no entorno do Banco Master


Fux e Nunes Marques acompanharam Mendonça contra Andrei Rodrigues; filhos dos ministros aparecem em reportagens sobre relações financeiras e sociais ligadas a Vorcaro

Por Cleber Lourenço ICL Notícias 

Dois dos três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que votaram nesta terça-feira (8) para manter o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal têm filhos citados em reportagens sobre relações com Daniel Vorcaro ou com empresas que receberam dinheiro do Banco Master.

Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator André Mendonça e formaram maioria na Segunda Turma para referendar a decisão que retirou Andrei do comando da PF. Durante a gestão do delegado, a corporação conduziu as investigações sobre o Master que levaram à prisão de Vorcaro.

As relações envolvendo os filhos dos ministros são distintas. Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques, recebeu por meio de seu escritório pagamentos de uma consultoria que, no mesmo período, recebeu R$ 6,6 milhões do Master. Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, esteve em pelo menos dois eventos com Vorcaro, segundo reportagens publicadas pela Folha de S.Paulo e pelo Metrópoles.

Não há evidências de que essas relações tenham influenciado os votos de Fux e Nunes Marques sobre o afastamento do diretor da PF.

Filho de Nunes Marques

O escritório de Kevin de Carvalho Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult Inteligência Tributária em 11 transferências realizadas entre 2024 e 2025, segundo reportagem da Folha de S.Paulo baseada em informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

No mesmo período, a Consult recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master, distribuídos em 14 operações. Outros R$ 11,3 milhões foram pagos pela JBS. De acordo com os dados publicados pelo jornal, as duas empresas responderam por toda a receita registrada pela consultoria naquele intervalo.

O Coaf apontou incompatibilidade entre a movimentação financeira e a capacidade econômica informada pela Consult e indicou a possibilidade de a empresa ter funcionado como conta de passagem.

Os documentos conhecidos não demonstram que os R$ 281,6 mil pagos ao escritório de Kevin tenham origem nos recursos transferidos pelo Master. O que está documentado é que a Consult recebeu recursos do banco e realizou, no mesmo período, pagamentos ao escritório do filho de Nunes Marques.

Segundo a revista piauí, a relação entre Kevin e a família responsável pela Consult também envolveu uma sociedade empresarial.

Em outubro de 2024, Kevin tornou-se sócio de Gabriel Campelo de Carvalho no Instituto de Pesquisa e Gestão Tributária (IPGT). Gabriel é filho de Francisco Craveiro, responsável pela Consult.

A piauí informou ainda que as famílias Craveiro e Nunes Marques mantêm uma relação pessoal próxima, confirmada pelo gabinete do ministro. O IPGT e a Consult também chegaram a utilizar o mesmo endereço fiscal em Alphaville.

Gabriel havia deixado formalmente a Consult em julho de 2024. No mês seguinte começaram os pagamentos do Master e da JBS à empresa. Em outubro daquele ano, ele constituiu a sociedade com Kevin.

Kevin afirmou ter recebido R$ 234,8 mil líquidos pela prestação de serviços de assessoria jurídica. Disse ainda que o compartilhamento de endereço foi temporário e negou que o IPGT tenha relação com a Consult.

Não há, nas informações tornadas públicas até agora, indicação de participação de Nunes Marques nessas operações financeiras.

Rodrigo Fux esteve em eventos com Vorcaro

Rodrigo Fux, advogado e filho de Luiz Fux, esteve em pelo menos dois eventos com Daniel Vorcaro antes da prisão do banqueiro.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Rodrigo participou da área VIP do camarote Alma Rio, na Sapucaí, durante o Desfile das Campeãs do Carnaval de 2025.

Mensagens obtidas no celular de Vorcaro mostram o banqueiro tratando da organização dos convidados e determinando que “Fux” fosse acomodado no espaço VIP. Vorcaro era parceiro de Álvaro Garnero no camarote e ajudava a financiá-lo.

Rodrigo confirmou sua presença, mas afirmou ao jornal que não mantinha amizade com Vorcaro. Segundo ele, houve uma tentativa de aproximação comercial por parte do banqueiro que não avançou.

“Nunca tivemos relação comercial, nunca advoguei para ele”, afirmou.

Rodrigo também esteve em uma degustação exclusiva de uísque em Nova York custeada por Vorcaro. O evento reuniu cerca de 40 convidados.

De acordo com o portal, Luiz Fux também havia sido convidado, mas não compareceu. Pessoas próximas à família afirmaram que Rodrigo permaneceu pouco tempo no evento e que seu escritório nunca prestou serviços ao banqueiro ou ao Banco Master.

Votos mantiveram afastamento de Andrei
Fux e Nunes Marques deram seus votos nesta terça para confirmar a decisão de André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da direção-geral da PF e Leandro Almada da Diretoria de Inteligência da corporação.

Com os votos dos dois ministros, Mendonça formou maioria de três votos na Segunda Turma.

A decisão atinge a cúpula da PF responsável pelas investigações do Banco Master. Sob o comando de Andrei, a corporação deflagrou a operação que levou Vorcaro à prisão e avançou sobre negócios e relações mantidas pelo banqueiro.

O afastamento também provocou reação do governo. A Advocacia-Geral da União decidiu questionar a medida sob o argumento de que cabe ao presidente da República nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal.

Gilmar Mendes pediu vista no julgamento. Apesar da interrupção da análise, a decisão de Mendonça permanece em vigor e Andrei continua afastado do comando da corporação.

Até a publicação desta reportagem, não havia sido apresentada no julgamento indicação de que as relações dos filhos de Fux e Nunes Marques com pessoas ou empresas do entorno do Master tenham sido consideradas na análise dos ministros sobre o afastamento da cúpula da Polícia Federal.


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Candidatos tem problemas com registros para as eleições suplementares em Itaguaí


Dr Helinho tem candidatura indeferida pela justiça eleitoral. Luciano Mota e Kelaine Goulart já haviam tido o pedido de impugnação pelo MPE por motivos distintos.

Eleições Itaguaí - A justiça eleitoral indeferiu a candidatura de Hélio Cristóvão de Carvalho, o Dr Helinho (PRD). Segundo a decisão da 105ª Zona Eleitoral de Itaguaí, ocorreu irregularidades no registro tanto de Dr Helinho, quanto de seu vice na chapa, o candidato a vice-prefeito, Francisco de Assis Fidelis Oliveira, o Chiquinho do Transporte (PRD).

A Ata de convenção de escolha dos nomes que escolheu a chapa, na coligação Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, não cumpriu as regras estabelecidas para a realização do ato partidário.

A convenção teria sido realizada apenas com o PRD, sem a presença do outro partido da coligação presente ao ato. Além disso, o número mínimo exigido de dirigentes não foi respeitado e a constituição da direção municipal da federação. O diretório estadual da Federação Renovação Partidária, disse desconhecer a realização de tal convenção em Itaguaí, além claro, de não ter dado autorização para o ato em sí. O Ministério Público Eleitoral, também opinou pelo indeferimento da candidatura de Dr Helinho. 

MPE e ações de impugnações a candidaturas

O Ministério Público Eleitoral, ingressou com ações de impugnação ao registro de candidatura contra Luciano Carvalho Mota (PT), indicado pela Federação Brasil da Esperança, para disputar o cargo de prefeito e de Kelaine Goulart do Novo, que simultaneamente tem dois registros de candidaturas registrados, uma para prefeita de Itaguaí nas eleições suplementares da cidade e outra para Deputada Federal nas eleições regulares, da qual inclusive tem realizado campanha.


Luciano Mota 

No caso de Mota, a ação do MPE, se baseia na Lei das Inelegibilidades. Essa lei, impede que gestores que tiveram contas públicas reprovadas por atos irreparáveis com atos dolosos de improbidade administrativa, sejam impedidos de registro. A promotoria argumenta que os fatos constatados pelo tribunal de contas, não são falhas simples, mas condutas graves e com prejuízo direto ao patrimônio público. O promotor finaliza dizendo que como essa reprovação e demais decisões judiciais foram mantidas, o registro ficaria impedido pelo enquadramento de Luciano Mota a tal lei.

Kelaine Goulart 

Já Kelaine Goulart do Novo, duas ações de impugnação foram protocoladas também pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pelo Diretório Municipal do PSD.

O centro da controvérsia é a simultaneidade de candidaturas. Kelaine teve seu registro deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) para concorrer ao cargo de Deputada Federal nas eleições gerais de 2026. Ela já estava em campanha, quando foi escolhida candidata a prefeita em convenção partidária e pediu novo registro para disputar a eleição suplementar de Itaguaí, marcada para 25 de outubro.

A candidata, também apresenta diferenças de declarações de bens — no mesmo ano e no mesmo mês. Como candidata a deputada, Kelaine diz ter um terreno em Seropédica avaliado em R$ 68.310,00; um apartamento de R$ 97.053,96 e mais R$ 90.000,00 referentes a 90% do capital social da empresa Jardim de Paz. No total, R$ 255.363,96.

Já como candidata a prefeita, a mesma Kelaine declara os mesmos bens e outros dois apartamentos, no valor de R$ 60 mil cada; e mais R$ 141.190,26 em aposentadoria privada. No total, R$ 516.554,22.

Duas vezes candidata, muito mais exposição na propaganda eleitoral

Na ação protocolada pelo promotor eleitoral Marco Antonio Moraes de Rezende, o MPE sustenta que a dupla postulação afeta a igualdade de condições entre os candidatos. Segundo o Ministério Público, a manutenção simultânea de duas campanhas paralelas concede uma exposição pública desproporcional a Kelaine, desvirtuando a paridade de armas prevista pela Constituição Federal e ferindo a moralidade eleitoral.

Por sua vez, o PSD de Itaguaí, em ação assinada pelo advogado Filipe O. Danan Saraiva, argumenta que a prática fere diretamente o artigo 88 do Código Eleitoral, que veda o registro de candidato para mais de um cargo ou circunscrição. A peça do partido destaca ainda o risco de confusão patrimonial e contábil, diante da impossibilidade prática de segregar gastos de campanha, doações e o uso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha voltados para o mesmo eleitorado.

O PSD alega também que eventual renúncia posterior à vaga de deputada federal não teria o condão de sanar a irregularidade com efeito retroativo, alegando que a candidata já teria usufruído de propaganda e visibilidade antecipadas perante os eleitores locais antes do prazo regulamentar da eleição suplementar.

Os casos seguem agora sob análise da 105ª Zona Eleitoral de Itaguaí, que deverá notificar a defesa dos candidatos antes da decisão final sobre os deferimentos ou não dos registros.

Cenário de "segundo turno " em Itaguaí 

Diante do cenário e após várias reviravoltas e possíveis desdobramentos,  até o momento, apenas o atual prefeito interino, Haroldo Jesus, o Haroldinho PDT e Marcelo Cunha do Democrata tem suas candidaturas sem qualquer problema com os fiscalizadores eleitorais. 

         Marcelo Cunha do Democrata 

       Haroldo Jesus, o Haroldinho PDT 


Cabe lembrar que Alexandre Valle que chegou a manifestar sua candidatura, desistiu alegando problemas pessoais. Donizete Jesus, após polêmica com seu partido União Brasil, ficou de fora do pleito, algo que surpreendeu muita gente, já que ele havia ficado na segunda posição ao cargo de prefeito nas eleições regulares de 2024, que foram anuladas por decisão do TRE-RJ. 

O que diz os envolvidos 


Dr Helinho disse que não vai recorrer da decisão, até mesmo para não atrapalhar o pleito. Segundo ele, qualquer ação dele contra a decisão, pode ocasionar infinitos imbróglios judiciais, algo que ocorreu recentemente na cidade, trazendo mais insegurança jurídica para a população. 


Luciano Mota disse que o MPE está cumprindo seu papel institucional e que respeita as ações do órgão. "Temos plena confiança na nossa defesa, que apresentará os argumentos jurídicos necessários. Agora cabe à Justiça Eleitoral analisar e decidir. Seguimos tranquilos e confiantes no deferimento da candidatura", finaliza.

Já Kelaine Goulart respondeu que enviaria sua manifestação sobre o caso, mas não retornou com a resposta até o fechamento desta matéria. 


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